A Grande Verdade do Container Compartilhado

O Container Compartilhado é um serviço que permite com que vários importadores possam utilizar o mesmo container, pagando pelo espaço utilizado na unidade. Dessa forma, os custos do frete são rateados entre todos os importadores. Entretanto, o container compartilhado é muito mais do que um serviço. A verdade do Container Compartilhado é o que você vai descobrir nesse texto.

Mas, para entregar esse fato a você, importador, vamos entender como surgiu o serviço de container compartilhado.

A Origem do Container Compartilhado

O Container Compartilhado atende uma demanda do mercado. Ou seja, atender às necessidades de um perfil de público que era posto de lado, para escanteio, quando o assunto era importação de produtos. Então, até a chegada do container compartilhado, o jeito mais fácil de fazer uma importação marítima era através do LCL, Less Container Load. No LCL acontece a consolidação de cargas de vários importadores, mas com duas diferenças importantes. A primeira delas, é mais burocracia. A segunda, é o alto custo de importação.

Todo mundo sabe que o Brasil é um país bastante burocrático para o empreendedor, empresário ou para quem quer importar. Então, no container LCL, mesmo que se trouxesse uma carga pequena, o custo da importação continuava alto. Aquela lógica de quanto menor a importação, maior o custo por unidade já era verdadeira. Além disso, acontecia a incidência de uma série de outros custos ou despesas fixas de importação, como armazenagem, despachante aduaneiro, emissão de documentos, pagar para separar sua carga no porto etc. Esses são fatores que inviabilizam muitas importações, principalmente para os importadores de pequeno porte ou que tem pouco dinheiro para investir.

Dessa forma, aqui se entra numa encruzilhada. Ou você vai lutar no mercado para atender somente grandes empresas, gente que tem muito dinheiro para investir em importação. Ou você estuda a viabilidade de oferecer um serviço capaz de atender as demandas de outro tipo de público. Isso é um exemplo do que sempre falamos por aqui, da importância de estabelecer um nicho de atuação e compreender como um produto ou serviço pode ser competitivo ou não no mercado.

Foto de Sikai Gu, Retirado de Unsplash.com

O Grande Vilão do Importador de Pequeno Porte

Na sua opinião, qual é a maior barreira na importação de pequeno porte? Muita gente diria que é o custo do frete, devido a alta cotação do dólar. Nesse momento, como consequência da pandemia de Covid-19, a cotação do dólar tem deixado os exportadores mais felizes que os importadores.

Apesar do frete ser sim um ponto considerável na importação, o maior vilão do importador de pequeno porte é a armazenagem da carga nos portos brasileiros.

Isso por que a armazenagem é um dos custos fixos, não tem como escapar. Você paga a partir do momento que os produtos saem do navio. Posteriormente, vão para um armazém, ficando lá até a liberação pela Receita Federal. A cobrança então incide sobre a quantidade de dias que a mercadoria ocupa o espaço do terminal de armazenagem. Esse tempo é de aproximadamente 12 dias. Todavia, se houver algum problema com a documentação da carga, por exemplo, é possível que o tempo seja maior, o que vai custar mais dinheiro ainda.

A operação dos portos brasileiros, muitas vezes, é feita por concessionárias que conquistaram o direito de realizar o serviço e ganhar dinheiro com isso. A lógica é semelhante à concessão de rodovias no Brasil, onde temos os famosos pedágios. Então, você paga o pedágio toda vez que utiliza determinado trecho. Desse montante, uma parte vai para o governo, que é o dono do espaço público. Outra, vai para o caixa da empresa.

A Verdade sobre o Container Compartilhado

Há casos como o do importador Joarez Garcia, da River Center, que não teriam como viabilizar o negócio sem as possibilidades do container compartilhado. Para se ter ideia, o empresário atua em uma cidade de 3 mil habitantes, no interior do estado do Paraná. Outro detalhe é que, assim como muitos dos importadores, Joarez tinha pouco dinheiro para investir. Então, qualquer forma de aplicação do dinheiro deveria ser feita com muito cuidado.

Temos os caso do cliente Raphael Felipe, de Pernambuco. Ele atua no ramo de material de construção e, é até maio de 2021 é o cliente que mais importa da China no Importação Digital. Durante uma viagem de férias aos Estados Unidos, o Raphael conheceu um representante de importação na China. Aquilo despertou o interesse do empresário. Tempos depois, o empresário fez a primeira importação, trouxe 10 unidades de um mesmo produto, hoje já importa 200 unidades. E, melhor ainda, com previsão de importar mensalmente mais 200 unidades.

Dessa forma, acredito que a grande verdade do container compartilhado é que sem ele muitos empresários não teriam como manter seus negócios. Mais ainda, impediria que pequenos empresários e empreendedores escalassem seus negócios e crescessem no mercado.

Importação Digital: O Container Compartilhado China Gate

O Importação Digital é um serviço de importação mais fácil e menos burocrático, principalmente para o importador iniciante. Uma das vantagens é que o Importação Digital é uma grande oportunidade para quem tem pouco dinheiro para importar. E por que temos essa vantagem?

A China Gate negociou com muita gente para viabilizar o Importação Digital. Então, sentamos na mesa de negociação com agentes de importação na China, como representantes dos terminais de armazenamento chinês e com empresas de frete. No Brasil, ainda tivemos tratativas como empresas que operam nos terminais de armazenamento de portos brasileiros e com despachantes aduaneiros.

Esse é um arranjo muito difícil de ser conseguido, já que envolve interesses de muitas pessoas, envolve dinheiro de muita gente aqui. Dessa forma, a China Gate garantiu o embarque de, no mínimo, um container por mês, já que esse é o volume que é vantajoso para todos os envolvidos na operação. Por outro lado, facilitou a vida do importador, dando a ele a possibilidade trazer produtos da China para o Brasil a um custo fixo.

Como Funciona o Importação Digital?

O importador paga o preço fixo de 247* dólares por metro cúbico utilizado, sendo que o espaço mínimo é 1 metro cúbico. Além disso, mais 10% do valor da mercadoria. Nesse pacote, estão inclusos o desembaraço aduaneiro e o os custos da armazenagem.

A Adesão ao Importação Digital tem uma anuidade de 997 reais. Ao fazer a importação, o empresário paga o preço fixo de 247 dólares por metro cúbico utilizado, sendo que o espaço mínimo é 1 metro cúbico. Além disso, paga mais 10% do valor da mercadoria. Nesse pacote, estão inclusos frete, os custos com o despachante aduaneiro e o os custos da armazenagem. Sendo que o pagamento dos impostos e outras taxas ficam por conta do importador.

Além disso, ganha uma série de bônus como habilitação do radar Siscomex, e 10 planos de negócios com dicas dos melhores ramos de atuação.

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*Valor praticado em maio de 2021. Sujeito a alteração a qualquer momento, sem aviso prévio.

Dilvo Rodrigues

Dilvo Rodrigues

Nascido nas Minas Gerais, formado em jornalismo e apaixonado por cinema. Sou pai do Francisco, prezo por uma história bem contada e tenho muito gosto por aprender coisas novas. Sou Redator na China Gate, e ajudo pessoas a tomarem as melhores decisões sobre importação da China.
Dilvo Rodrigues

Dilvo Rodrigues

Nascido nas Minas Gerais, formado em jornalismo e apaixonado por cinema. Sou pai do Francisco, prezo por uma história bem contada e tenho muito gosto por aprender coisas novas. Sou Redator na China Gate, e ajudo pessoas a tomarem as melhores decisões sobre importação da China.

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