A Importação Simplificada é uma das portas de entrada mais buscadas por empresas que desejam começar a importar da China com menos burocracia e investimento inicial reduzido. Se você está pesquisando sobre esse modelo, provavelmente quer entender se ele realmente vale a pena, quanto custa, quem pode utilizar e quais são as regras.
Neste artigo completo, você vai descobrir o que é a Importação Simplificada, como ela funciona na prática em 2026, quais são seus limites, quais impostos incidem, o que não pode ser feito e quando essa modalidade faz sentido para o seu negócio.
O que é a Importação Simplificada?
A Importação Simplificada é uma modalidade de importação legalizada e feita para operações de menor valor, criada para facilitar a entrada de mercadorias no Brasil com menos exigências burocráticas. Como o próprio nome diz, ela é mais simples!
Na prática, ela permite importar produtos do exterior em operações de até US$ 3.000 por operação, já considerando o valor da mercadoria, o frete internacional e o seguro. Esse modelo utiliza o Regime de Tributação Simplificada (RTS) e é realizado exclusivamente por frete aéreo.
Como resultado, o processo se torna mais rápido, mais simples e com menos etapas formais. Ainda hoje, em vez da Declaração de Importação tradicional (DI), utiliza-se a Declaração de Importação Simplificada (DSI), que reduz significativamente a complexidade documental. Mas, esses dois documentos já estão começando a ser substituídos pela DUIMP (Declaração Única de Importação).
Por isso, a Importação Simplificada costuma ser usada para trazer amostras e testar novos produtos, importações de pequena quantidade e atender demandas urgentes.
Ainda assim, apesar do nome, ela não elimina impostos nem custos, apenas simplifica o processo.
Quanto custa uma importação simplificada?
O custo de uma Importação Simplificada depende diretamente do valor da mercadoria, do frete aéreo, do seguro e dos impostos.
Diferente do que muitos imaginam, essa modalidade não é sinônimo de importação barata, e sim de importação menos burocrática.
Outro ponto importante é que o frete aéreo, obrigatório nessa modalidade, costuma ser mais caro do que o frete marítimo.
Por isso, produtos leves, pequenos e de alto valor agregado tendem a ser mais viáveis na Importação Simplificada.
Assim, antes de importar, é essencial simular todos os custos, evitando surpresas que podem comprometer a sua margem de lucro e tornar sua operação inviável.
Qual o limite da Importação Simplificada?
O limite da Importação Simplificada é um dos pontos mais importantes dessa modalidade.
Atualmente, em 2026, o valor máximo permitido é de US$ 3.000 por operação, considerando: valor do produto, frete internacional e seguro.
Se a soma desses itens ultrapassar esse limite, a importação não poderá ser enquadrada como simplificada e passará automaticamente para a Importação Formal, exigindo Radar Siscomex, despachante aduaneiro e tributação pelo regime comum.
Além do valor financeiro, também existe um limite operacional implícito. Caso o importador realize muitas importações simplificadas em curto período, a Receita Federal pode entender que há tentativa de fracionamento indevido, descaracterizando a operação como simplificada.
Por isso, essa modalidade é ideal para operações pontuais, testes de mercado ou volumes realmente reduzidos.
Quem pode fazer a Importação Simplificada?
A Importação Simplificada pode ser realizada por qualquer pessoa jurídica (CNPJ), ativo e regular no Brasil, independente do tamanho e do ramo de atuação.
A importação empresarial é destinada para revenda dos produtos importados. Assim, é uma operação legalizada, com pagamento de impostos e emissão de nota fiscal.
Ela é diferente da compra internacional feita em pessoa física. Esta é destinada somente a uso e consumo dos produtos trazidos do exterior.
Outro ponto relevante é que não é necessário ter Radar Siscomex nem contratar despachante aduaneiro, já que grande parte do processo fica sob responsabilidade da empresa de transporte internacional (courier).

As taxas e os impostos
Na Importação Simplificada, os tributos seguem o Regime de Tributação Simplificada (RTS). Isso significa que a estrutura tributária é mais direta, porém concentrada.
Os principais tributos são:
- Imposto de Importação (II): alíquota fixa de 60%, aplicada sobre o valor total da operação.
- ICMS: imposto estadual, com alíquotas entre 17% e 22% (que variam conforme o estado) cobrado “por dentro”, o que aumenta seu impacto final.
É por isso que a importação simplificada é sinônimo de agilidade e simplicidade, mas nem sempre de economia.
O frete internacional, feito por avião, também é mais caro do que a uma importação formal, seja de navio ou avião.
O que você não pode fazer nesta modalidade
Apesar da praticidade, de não necessitar de um despachante aduaneiro ou de não precisar do Radar-Siscomex, a Importação Simplificada possui restrições claras.
Você não pode:
- Ultrapassar o limite de US$ 3.000,00 por operação
- Importar produtos que exigem Licença de Importação de órgãos anuentes (Anvisa, Anatel, Inmetro, etc.)
- Utilizar a modalidade com frequência excessiva para fins comerciais
- Importar mercadorias proibidas ou restritas (como cargas inflamáveis ou com algumas baterias).
Assim, em todos esses casos, a importação é formal. Ignorar essas regras pode gerar retenção da carga, multas e até apreensão da mercadoria.
As vantagens da Importação Simplificada
A principal vantagem da Importação Simplificada é a redução da burocracia. Como consequência, o processo se torna mais rápido e acessível para quem está começando. Ela não exige habilitação no Radar-Siscomex, dispensa despachante aduaneiro, o processo de transporte é bem mais rápido, por ser de avião é uma operação porta a porta: você não precisa se preocupar com a logística.
Além disso, a Importação Simplificada é uma excelente opção para produtos sazonais, lançamentos ou reposições urgentes de estoque.
Portanto, é uma excelente maneira de começar no mundo da importação, comprando mais barato direto do fabricante. Mas, ela deve ser encarada como uma etapa inicial, não como solução definitiva para quem deseja escalar o negócio.
O caminho correto é você começar na simplificada, partir para o container compartilhado, depois container completo e por fim, a estratégia de multicontainers.
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