O custo pra importar é igual ao preço do Mercado Livre?

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Por que o custo pra importar é igual ao preço oferecido no Mercado Livre  em alguns casos? Desmistificamos para você!

Fala importador, tudo beleza? Hoje o assunto é um pouco diferente, e um tanto inusitado: você considera a importar da China quando o preço dos produtos são os mesmos vendidos no Mercado Livre? Quero dizer: você faz uma simulação do custo pra importar, e chega a conclusão que ir direto da fonte é mais caro do que o vendido no Brasil. Como isso?

Calma, calma, não criemos pânico. Existem algumas situações assim, e que podem dar um nó na cabeça, mas vamos te ajudar nessa para não trocar gato por lebre. Pode ser um engano ou não, o importante é que você saia com a garantia de um bom negócio, certo? Vamos lá.

Por que o custo pra importar é igual ao preço do mercado livre?

Tudo começou quando estávamos conversando com um de nossos clientes, em que ele comentou sobre o ocorrido que dá título e introdução a este artigo. “Tá realmente muito estranho”, como ele comentou, e ficamos com essa questão na cabeça. 

E na verdade, essa dúvida é bem mais comum do que parece, pois já ouvimos esse relato mais de uma vez, ao fazer a simulação de custo na nossa planilha disponibilizada aqui mesmo no site. Se você ainda não conferiu, dá uma olhada.

O que chama atenção nesse caso é como esses vendedores estariam lucrando no Mercado Livre com tais produtos. Afinal, se o custo que um importador encontrou na China é maior do que a plataforma de Marketplace, certamente ele está lucrando e muito.

Existem duas coisas que podem estar havendo nesses casos, e vamos detalhar aqui.

Quantidade de compra de produtos

O custo de importação é inversamente proporcional a quantidade comprada. Isto é, quanto mais você compra, menor é o seu custo unitário. Isso acontece por conta dos custos fixos: se você gasta 50 ou 200 mil reais, você sabe que, desse valor, 10 mil serão direcionados para custos com despachante aduaneiro, SISCOMEX, uso do container, armazenagem, entre outros.

Logo, não é incomum que alguns comerciantes invistam em uma maior quantidade de produtos importados em questão, para diminuir o custo unitário. 

É nessas horas que você nota que, se o preço unitário do produto for muito alto ao fazer uma importação de pequeno porte, só compensa fazer o de grande porte, o que justifica um vendedor no Mercado Livre conseguir um custo tão baixo. 

O revés disso é que, por conta do alto valor investido em quantidade para esses produtos, o lucro obtido por eles será mais pelo giro de compras, partindo do princípio que esses produtos saem em bastante quantidade. 

Então, no fim das contas, se o custo pra importar é igual ao preço do mercado livre, geralmente é por esse motivo, daí você pode avaliar se compensa fazer o mesmo ou não. O segredo é: se você não tem muito capital para investir, não compensa. 

Importação feita da forma errada

Esse é um fator mais sensível. Além de não ser uma importação inadequada (com documentação errada, não feita por Pessoa Jurídica, etc), é um descaminho. E o que seria isso? 

Podemos definir em alguns outros termos, caso ainda não tenha ficado claro: maracutaia, sonegação de imposto, o famoso “caiu do caminhão hoje de manhã”. Pode parecer um pouco irônico, mas de fato é realmente algo errado: além de cortar custos em impostos de forma desleal, o importador assume um grave risco dessa forma. 

Fora os problemas com a justiça, quem age dessa forma pode ficar sem a carga, além de não ter nenhum respaldo jurídico caso aconteçam outros problemas pelo caminho, como multas, extravios, etc. 

Por fim, ao comercializar sem nota fiscal, os importadores não conseguem escalar o negócio, o que impede um crescimento adequado, inclusive para outros processos importantes no negócio. Por exemplo: sem uma documentação adequada, e impostos em dia, não tem como adquirir ou legalizar um patrimônio adquirido por intermédio dessas comercializações. 

Obviamente: a China Gate não age dessa forma, e jamais recomenda essa prática. Para falar a verdade, uma prática dessas não é uma importação, mas sim um descaminho como comentamos. Não é nem uma importação, nem um contrabando, mas um “jeitinho” que tanto causa problemas no nosso dia a dia, não é verdade?

O Mercado Livre, por muito tempo, já foi considerada uma “terra sem lei” por conta de práticas do tipo. Embora hoje esteja cada vez mais organizado e seguro, situações do tipo ainda ocorrem com uma certa frequência. infelizmente, mas é bem mais fácil de identificar pelo que mostramos até aqui.

Como lidar com os custos pra importar?

Se você se pegou em um dos casos mencionados acima, temos uma solução e uma dica para evitar que o seu custo pra importar seja igual ao preço do Mercado Livre, ao menos de uma forma mais segura. O mais importante aqui é que você tenha a percepção de a quem você está comparando seus custos, para deixar tudo certo.

O que evitar?

Infelizmente, tem algumas categorias de produtos cuja credibilidade é um pouco mais baixa, o que estimula ao cliente final adquirir o menor preço, independente dos motivos que levaram a tal. 

Se você pensou na possibilidade de um produto a comercializar que esteja nessa categoria, considere investir em outro negócio. No longo prazo, você terá maiores chances de sucesso no seu investimento com produtos mais confiáveis, longe de uma prática um tanto complicada nesses descaminhos da importação.

Jamais faça importação ilegal.  Sei que a gente não precisa pesar a mão no conselho, mas para ter credibilidade no negócio, os impostos devem ser a base para sua confiança, independente do que eles significam ou não.

O que pode fazer para melhorar?

Uma excelente saída para se destacar nas suas importações e driblar a concorrência que pode não agir das formas mais adequadas é investir no Branding. O que seria isso? Branding é um termo conhecido na área de Marketing Digital, que nada mais é do que investir na própria marca. 

Logo, seus produtos terão mais identidade, diferenciadas através de fatores como recursos, demandas, ou mesmo cores dos produtos em questão. Na prática, isso é tirar a base comparativa do que pretende vender, e com isso garantir uma margem de lucro mais sólida.

Por exemplo: se o cliente vai optar pelo produto mais barato, mostre que o seu tem um custo benefício mais viável, ou destaque fatores que estão inerentes a sua marca. E existem ótimas referências no mercado hoje, em segmentos com alta concorrência, como a Chilli Beans, por exemplo. 

Viu como é possível superar essas práticas mais desleais do mercado? Sabemos que o cenário não pode ser sempre o mais animador, mas existem possibilidades criativas, e mais do que isso, seguras de superar a questão.

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