Muita gente busca a importação da China para reduzir custos de compra, aumentar os lucros em suas vendas e se destacar da concorrência. E muita gente já está procurando em como importar da China em 2027 para aumentar seus resultados no próximo ano.
Porém, 2027 traz uma novidade importante: a Reforma Tributária começa a mudar os impostos da importação.
Quem entende o processo antes do ano virar planeja melhor, calcula o custo com mais precisão e evita surpresas.
Neste guia, você aprende como importar da China em 2027 usando CNPJ, da escolha do produto até a chegada da carga ao seu endereço.
Como importar da China em 2027
Para começo de conversa e importar da China em 2027 e revender no Brasil, você precisa de um CNPJ habilitado no Radar, de um fornecedor confiável e de apoio logístico. O processo segue cinco etapas:
- Escolher o produto.
- Encontrar o fornecedor.
- Simular os custos e fechar o pedido.
- Organizar o transporte internacional.
- Fazer o desembaraço aduaneiro e receber a carga.
Nas próximas seções, você confere cada etapa. Antes disso, veja o que muda em 2027.
O que muda na importação em 2027
A partir de 1º de janeiro de 2027, a CBS passa a substituir o PIS e a COFINS, inclusive na importação. É o primeiro passo prático da reforma tributária para quem importa.
A alíquota ainda não é definitiva. Em 28 de outubro de 2026, o TCU propôs uma alíquota de referência de 11,3% para a CBS. Agora, o Senado precisa fixá-la por resolução até 15 de dezembro de 2026. Portanto, esse número pode mudar.
Outras mudanças que merecem atenção:
- IPI: as alíquotas caem a zero para a maior parte dos produtos, com exceções ligadas à Zona Franca de Manaus.
- ICMS: continua em 2027 e é substituído aos poucos pelo IBS entre 2029 e 2032.
- Créditos: dependendo do regime tributário, a empresa pode aproveitar crédito da CBS paga na importação.
Na prática, o custo final de cada produto pode mudar. Por isso, refaça a simulação de custos depois da decisão do Senado. Além disso, converse com o seu contador sobre os créditos do seu regime. As regras da reforma ainda recebem regulamentação, então confirme os detalhes antes de cada pedido.
Por que importar da China com CNPJ
Importar com CNPJ é a forma legal de comprar no exterior para revender no Brasil. Quando a empresa compra direto do fabricante, ela reduz intermediários, melhora o custo e aumenta a margem. Além disso, pode desenvolver produtos com marca própria.
A importação também cria uma fonte própria de abastecimento. Em vez de depender só de distribuidores nacionais, você ganha mais controle sobre preço, estoque e posicionamento.
Porém, importar para revenda não pode ser feito em pessoa física. A compra internacional em CPF serve apenas para uso e consumo. Portanto, se o objetivo é vender, importe como empresa.
Qual é o valor mínimo para importar da China
Na lei, não existe valor mínimo para importar. Você pode importar a partir de qualquer valor. Porém, nem todo valor torna a operação viável.
O capital ideal depende de fatores como:
- Tipo de produto, peso e cubagem.
- Volume importado.
- Impostos e frete internacional.
- Custos de desembaraço.
Produtos volumosos exigem mais capital. Já itens pequenos e leves cabem em aportes menores. Por isso, a pergunta certa é: com quanto essa importação fica lucrativa? A simulação de custos responde.
Separe o capital entre a compra da mercadoria e os custos da operação. Assim, você não fica sem caixa para pagar frete, taxas e impostos na chegada.
O que você precisa para importar
Os principais requisitos para importar em 2027 são:
- CNPJ ativo e regular, com CNAE compatível com o produto.
- Habilitação no Radar-Siscomex, concedida pela Receita Federal.
- Fornecedor confiável na China.
- Planejamento de custos, com a simulação completa.
- Apoio logístico e aduaneiro, com experiência.
O Radar tem três modalidades. A Limitada tem tetos de US$ 50 mil ou US$ 150 mil a cada seis meses. A Ilimitada não tem teto de valor. A Expressa atende empresas de capital aberto, empresas públicas e sociedades de economia mista. Para a maioria das empresas regulares, a habilitação inicial é automática.
Defina também se o produto exige órgãos anuentes, como Anvisa, Inmetro ou Anatel. Essa exigência muda prazos e custos.

Etapa 1: escolha o produto certo
Escolher o produto é uma das etapas mais importantes. Busque um item com:
- Boa demanda.
- Margem atrativa.
- Facilidade de venda.
- Compatibilidade com o seu capital.
- Risco operacional controlado.
Comece por algo que você já conhece ou vende. Assim, você entende o cliente e valida a viabilidade com mais facilidade. O melhor produto não é o mais famoso, mas o que gera resultado dentro da sua realidade.
Saiba como escolher um bom produto para importar da China em 2027 aqui.
Etapa 2: encontre o fornecedor na China
Você tem dois caminhos principais para achar fornecedores:
- Presencial: visite Yiwu ou feiras como a Canton Fair, que deve ter edições em abril e outubro de 2027.
- Online: pesquise em plataformas B2B como Pindau, Alibaba, Made-in-China e Global Sources.
Hoje, muitos importadores começam online. As plataformas permitem comparar fornecedores, pedir amostras e negociar com a fábrica.
Ao analisar um fornecedor, observe o tempo de atuação, o histórico, os selos da plataforma e a qualidade da comunicação. Além disso, prefira o pagamento seguro do site, peça amostras e considere uma inspeção antes do embarque.
Descubra como encontrar os melhores fornecedores na China neste outro artigo.
Etapa 3: simule os custos e feche o pedido
Antes de pagar, peça a Proforma Invoice. O documento funciona como a proposta formal da compra e serve de base para a simulação de custos.
A simulação mostra quanto o produto custa ao chegar ao Brasil, com frete, impostos e despesas. Em 2027, inclua a CBS no cálculo e deixe uma margem de segurança até a alíquota ser definida. Depois, compare o custo final com o preço de venda.
Se a conta fechar, feche o pedido. Nunca pague 100% à vista a um fornecedor novo. Negocie uma entrada e pague o restante conforme o andamento da produção.
Etapa 4: organize o transporte internacional
Quando a produção termina, o fornecedor normalmente entrega a carga na China, em um armazém ou para um agente. Esse parceiro recebe, consolida e prepara o embarque. Depois, a mercadoria segue para o Brasil por uma de duas modalidades:
- Frete marítimo: é o mais econômico para volumes maiores, embora demore mais.
- Frete aéreo: é mais rápido e mais caro, ideal para urgência, volumes menores ou produtos de maior valor.
Contrate também o seguro internacional para proteger a carga. Além disso, lembre-se do Ano Novo Chinês, que em 2027 começa em 6 de fevereiro. Muitas fábricas param por semanas, então antecipe os pedidos.
Etapa 5: faça o desembaraço e receba a carga
Quando a carga chega ao Brasil, a Receita Federal analisa a documentação, confere a classificação fiscal e calcula os tributos. Se o produto exigir uma licença de importação de órgãos anuentes, a análise também ocorre nessa fase, chama de Desembaraço Aduaneiro.
Durante o desembaraço, você precisa:
- Apresentar os documentos corretos.
- Pagar os impostos e as taxas.
- Emitir a nota fiscal de entrada.
- Aguardar a liberação da carga.
Lembrando que você necessitará de um despachante aduaneiro para realizar esta etapa.
Erros de documentação atrasam a carga e geram custos de armazenagem. Depois da liberação, a mercadoria segue por transporte rodoviário até a sua empresa.
Importação simplificada: quando usar
A importação simplificada serve para operações de até US$ 3 mil. Uma empresa de transporte expresso cuida da logística e da burocracia. Por isso, ela atende amostras e pequenos valores.
Porém, ela não sustenta uma operação de revenda em escala. Para crescer, você precisa da importação formal, com Radar, desembaraço e nota fiscal.
Por que usar uma assessoria para importar
Importar parece simples visto de fora. Na prática, o processo envolve negociação, câmbio, logística, documentos, impostos e transporte interno.
Você não consegue importar totalmente sozinho. Na prática, você precisa de um agente de cargas para o transporte internacional. Em geral, também precisa de um despachante aduaneiro, o profissional autorizado pela Receita Federal a realizar o desembaraço.
Uma empresa que oferece assessoria de importação conecta todas essas etapas. Ela ajuda você a validar a viabilidade, analisar fornecedores, simular custos, organizar a logística e evitar erros documentais. Assim, a importação fica controlada, previsível e mais segura.
Perguntas frequentes sobre como importar da China
Como importar da China em 2027?
Habilite o CNPJ no Radar, escolha o produto, encontre o fornecedor, simule os custos e organize frete e desembaraço.
O que muda na importação em 2027?
A CBS passa a substituir o PIS e a COFINS em 1º de janeiro de 2027. A alíquota será fixada pelo Senado.
Qual é a alíquota da CBS em 2027?
O TCU propôs 11,3%, mas o Senado define o valor final até 15 de dezembro de 2026.
Preciso de CNPJ para importar?
Sim, para revender. O CNPJ precisa estar habilitado no Radar.
Qual é o valor mínimo para importar?
A lei não define um mínimo. O valor ideal depende da simulação de custos.
Pessoa física pode importar para revender?
Não. A compra internacional em CPF serve para uso e consumo.
Preciso viajar para a China?
Não. Você pode pesquisar e negociar online, com apoio de uma empresa que receba a carga na China.
Quanto tempo leva a importação?
O prazo varia conforme a modalidade de frete, a produção e o desembaraço. Peça uma estimativa ao seu parceiro logístico.
Importe da China com a China Gate
Agora você sabe como importar da China em 2027 com o seu CNPJ. Contar com uma assessoria experiente é essencial para o sucesso da operação.
Há mais de 23 anos, a China Gate, empresa que oferece assessoria de importação, apoia empresas brasileiras em todas as etapas. Vamos da estruturação à entrega no seu endereço. Hoje, realizamos mais de 300 importações por mês.
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